terça-feira, 29 de outubro de 2013

PROGRAMA "SARAU LÁ EM CASA" MAIS UMA VEZ NO CONDOMÍNIO ITAMARATI EM NOVA PARNAMIRIM

Click na imagem para vê-la maior

A nova diretoria da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte continua no propósito de viabilizar todas as propostas de campanha através das atividades culturais que estão sendo desenvolvidas desde sua posse. Após o agradável encontro dos confrades no Fórum do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas do RN na Feira do Livro e Quadrinhos FLIC/CIENTEC/UFRN no último dia 24 de outubro e o Sarau na Nobel, no último sábado (26), teremos um novo encontro de poetas, escritores, artistas visuais, músicos e amantes da poesia no Condomínio Itamarati, em Nova Parnamirim. O evento intitulado II Sarau Poético Vozes, Sons e Rimas - I Mostra Cores e Poesias, está inserido dentro do Programa “Sarau Lá em Casa” promovido pela SPVA/RN. Esse programa atende à convites de pessoas que queiram promover em seus condomínios ou residências essa proposta cultural. Os interessados deverão entrar em contato com a Diretoria de Eventos através do e-mail spvarn@outlook.com para fazer agendamento.

Acessem também a página da SPVA/RN no Facebook através do link https://www.facebook.com/SPVARN?ref=hl para acompanhar todas as atividades desenvolvidas, participações em eventos e lerem diversos poemas dos poetas potiguares.

sábado, 26 de outubro de 2013

LANÇAMENTO DA SÉTIMA EDIÇÃO (2013 - 2016) DO SELO UNICEF


Com apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da FEMURN e da Casa Renascer, o UNICEF lançará, no próximo dia 30 de outubro, a Edição 2013 - 2016 do Selo UNICEF Município Aprovado. O evento será na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, localizada no Centro Administrativo do Estado, das 8h às 11h, com a presença de prefeitos (as), primeiras-damas, adolescentes e demais gestores dos municípios potiguares. 

O Selo UNICEF é um reconhecimento internacional para os municípios que obtém os melhores resultados com relação a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Ao aderir ao Selo, os municípios assumem o compromisso de desenvolver um conjunto de ações estratégicas de políticas públicas e de participação social de forma que ao final do período de três anos os indicadores sociais relacionados à infância e adolescência tenham melhorado.

A iniciativa do Selo UNICEF está sendo desenvolvida em 10 estados do Semiárido brasileiro e em 9 estados da região amazônica. Na última edição, encerrada em 2012, foram certificados 407 municípios em todo o Brasil (286 no Semiárido e 121 na Amazônia Legal), sendo 47 do estado do Rio Grande do Norte.

A inscrição do município ao projeto é voluntária e só pode ser feita pelo(a) Prefeito(a) em documento próprio, que será distribuído durante a solenidade de lançamento e já se encontra disponível no site do Selo, podendo ser preenchido e entregue no local do evento.


Lançamento da sétima edição do Selo UNICEF 
Quando: 30 de outubro, das 8h às 11h
Local: na Escola de Governo Cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales, localizada no Centro Administrativo do Estado, BR 101, Km 0, Lagoa Nova, Natal/RN.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PROGRAMA NOVOS RUMOS INICIA CAMPANHA DE DOAÇÃO DE LIVROS


O PROGRAMA NOVOS RUMOS inicia campanha de arrecadação de livros (novos ou usados) que possam contribuir com a formação de acervo para implantação de bibliotecas nas prisões. Solicitamos os bons préstimos de todos nos sentido de colaborar com essa importante ação de estímulo à leitura junto a quem se encontra na vazia ociosidade das prisões. 
Contamos com a colaboração de todos!!! 
Guiomar Veras
Programa Novos Rumos 

SedeTribunal de Justiça do RN
2° Andar - Praça 7 de Setembro, s/n, Natal/RN
(84) 3616.6361 / 3616.3662
novosrunos@tjrn.jus.br


SPVA/RN NA FEIRA DO LIVRO E QUADRINHOS FLIQ / CIENTEC / UFRN

Para ver o álbum de fotos do evento click no link:

A Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN) esteve na Feira do Livro e Quadrinhos FLIQ / CIENTEC / UFRN, dia 24/10, na Sala Multiuso, Praça Cívica da UFRN, como apoiadora e participante ativa das ações programadas no Fórum Estadual do Livro, da Leitura, da Literatura e das Bibliotecas (FLEB/RN), discutindo a temática "DIÁLOGOS E AÇÕES PARA UM RN MAIS LEITOR".

A SPVA/RN tem 6 antologias poéticas lançadas, selo editorial, dezenas de escritores em seu quadro de associados e projetos educacionais na área da literatura poética, os quais fomentam a leitura e doações de livros para as bibliotecas das escolas públicas. Portanto, não poderia ficar de fora desse maravilhoso evento de grande importância para a literatura potiguar. 

EDIÇÃO ESPECIAL DO BRECHÓ CULTURAL DO PARQUE DE CAPIM MACIO



Os Amigos do Parque de Capim Macio celebram 5 anos de preservação da área verde com edição especial do BRECHÓ CULTURAL. A programação faz parte do projeto CIRCUITO NATAL DE MÚSICA, e traz shows de Maíra Salles e João Vítor e Família Pádua. O grupo Sinhá Jambô abre as atividades no palco ainda na parte da manhã.


Anote na agenda, curta e compartilhe!


Próximo domingo (27/10), das 10h às 17h, BrechóCultural do Parque de Capim Macio - Edição Especial de Aniversário 5 Anos.

Apoio: Prefeitura de Natal | Fundação Capitania das Artes | Urbana | Semsur

EXPOSITORES: link do formulário para pré-inscrição dos expositores interessados em participar do Brechó:https://docs.google.com/forms/d/1bwVVbcNupCv0aPtToIxuRWf--3XCRpRHzHEaaDpbX14/viewform

domingo, 13 de outubro de 2013

CIRO JOSÉ TAVARES ESCREVE COM MAESTRIA SOBRE FLORESTAN FERNANDES


Antes que suas mãos estivessem debruçadas sobre livros e escritos, construíram as pontes da sobrevivência interligando os momentos de dificuldades aos caminhos do paraíso que sonhava percorrer. Seu pai foi como raio de sol passando pela vidraça para esvair-se nas sombras. Sua mãe, Maria, a humilde imigrante portuguesa, vocacionada para tarefas domésticas nas casas mais afortunadas, não podia manter-se, nem ao filho se dispensasse a ajuda preciosa do menino mal nascido.

Poderia compará-lo a uma dúzia de heróis da literatura universal. Seria o personagem de Eugene O'Neill contemplando sombrio entardecer e refletindo: "não há presente, nem futuro. Só o passado acontece e torna a acontecer, agora".Ou Judas Fawley, o obscuro, de Thomas Hardy, que ávido de leituras sonhava com as escrivaninhas de Christminster, seus livros e quartos clareados por bruxuleantes lamparinas. Talvez o velho marinheiro da balada de Coleridge, que por muito tempo, mar afora, sentia o inimigo cruel seguir-lhe os passos e repetia para si mesmo como se fosse prece diuturna: "Girando ao redor da noite, o fogo da morte dança; qual óleo de feiticeiras a água ferve, verde, azul e branca".

Quando o conheci já a tempestade da doença desabara sobre sua vida. Lentamente a matéria esgarçava-se enquanto crescia a teimosia do espírito. Transitando nos frios e indiferentes corredores da Câmara dos Deputados, sua figura quase mítica parecia flutuar impulsionada pela derradeira lufada de vento. Era o velho engraxate, o antigo barbeiro, o mesmo garçom disciplinado, fragmentado e somado num só corpo, vivendo odisséia permanente.

Sua vitoriosa trajetória depois que alcançou os livros para educar-se, informa o fenômeno que foi Florestan Fernandes. Sem poder cumprir seus primeiros anos de estudo dentro do sistema formal e regular de educação, chega à universidade depois de prestar exames de madureza correspondentes aos primeiro e segundo graus de ensino. Imagino as noites alongadas, o esforço hercúleo para quebrar as algemas da fadiga impostas pelas atividades exigidas no mercado informal de trabalho que atendia. Quem sabe não terá vezes repetidas adormecido sobre páginas sonhando com leões libertos nas clareiras africanas, semelhante ao velho Santiago de Hemingway que para derrotar o espadarte sacrificava as mãos e cochilava recostado nas bordas e remos  do seu barco, enquanto mergulhava  momentaneamente no mistério. Não obstante as atribulações, sua admissão universitária foi surpreendente. Num grupo de 29 candidatos classificou-se entre os primeiros e aos 25 anos publicava o primeiro dos seus 56 livros, o que torna indiscutível sua contribuição ao pensamento brasileiro, analisando e propondo saídas sobre questões em torno da organização social e política de uma nação.

Tudo o que for dito acerca de Florestan Fernandes parecerá muito pouco. Seus momentos como pai de seis filhos, avô e bisavô e que ainda encontra tempo para escrever "A Revolução Burguesa", "O Negro no Mundo dos Brancos", "Reforma ou Revolução", "Educação e Sociedade no Brasil", "Brasil: Em Compasso de Espera", todas escritas sem a presunção de ser proprietário de nenhuma verdade que não fosse possível de ser comprovada por realidades concretas. Excluído no princípio, converteu-se por vontade própria e graças à sua inteligência num precioso intelectual. O golpe de 1964 determinou sua expulsão da USP, retirando-lhe a cidadania. O exílio que muitas vezes mata de melancolia não conseguiu destrui-lo e acabou fortalecendo suas crenças, fê-lo conhecido para ser reverenciado no Canadá, Holanda e Portugal onde, em Coimbra, viu estudantes e mestres estenderem sobre seus ombros cansados e saudosos as capas da tradição e as vestes professorais. Por ironia do destino ao contrário de Fernando Henrique Cardoso, considerado seu discípulo mais renomado, angústias e violências jamais o induziram a revisar suas teses acadêmicas, substituindo-as por conceitos neo liberais. Político por convicção, veio ao Parlamento na Constituinte para engajar-se na luta dos trabalhadores defendendo com redobrado empenho duas de suas bandeiras mais expressivas: a educação como forma de liberdade e a questão das minorias raciais. Sem ódios e sem ressentimentos abandonou a vida pública para regressar definitivamente ao corpo da família e tentar concluir sua 57a. obra, que lamentavelmente deixou inacabada.

Florestan Fernandes ou simplesmente Florestan, uma dessas jóias que transformamos em lenda guardando para sempre. Companheiro das Parcas nunca se deu conta da "hora de abrigar-se do sol, a hora do seu crepúsculo e da sua queda dolorosa". Átropos fez-lhe a messe numa solitária UTI de hospital e como Pequeno Príncipe "tombou devagarzinho como uma árvore tomba".

Gostaria de imaginá-lo, sempre, astro luminoso que não morrerá de todo, dizendo confiante à lua vespertina: "Não demora ou serás parte do mistério, quando desconhecido venha inesperado ceifar minhas roseiras. Corre sem tardar no fictício azul, pálida janela. Tenho pressa, antes que me façam átomo disperso na sombria noite do universo".



RIO GRANDE DO NORTE NA FEIRA DE LIVRO DE FRANKFURT 2013


Presença do Rio Grande do Norte na feira do livro de Frankfurt 2013 intitula o belíssimo folder com a tapeçaria de Dorian Gray Caldas anunciando as editoras, autores e livros que estarão na Feira do Livro de Frankfurt. É salutar. Um governo com dificuldades imensas de perceber coisas simples atentou para a importância da presença dos autores potiguares na feira. Das editoras convidadas conheço algumas como a Fundação Vingt-un Rosado cujas publicações me ajudam a compreender esta região onde vivo há 30 anos; o Sebo Vermelho que faz um fantástico trabalho de reedição de obras importantes e que de outra forma dificilmente teríamos acesso e a Sarau de Letras do amigo Professor David Medeiros que sem discriminação vem fazendo um importante trabalho editorial.

Frankfurt, além de nos remeter à Escola, com Adorno, Horkheimer, Benjamim e a razão instrumental, é hoje o entroncamento do mundo, e para o bem o para o mal, quase tudo do capitalismo passa por lá. Mas não nos enganemos, Frankfurt nos finalmente quer dizer “Vau dos Francos”, alguma coisa assim como o nosso Alto do Rodrigues. A Feira do Livro de Frankfurt é realizada desde 1949 e é considerada como o maior encontro mundial do setor editorial — e que segundo o site da Feira será visitada por 280 mil pessoas o que é pouco se considerarmos que a Feira do Livro de Mossoró realizada agora em agosto que recebeu – também conforme o site — 140 mil pessoas, um alento a nos mostrar que as coisas podem mudar, pois hoje só 1 entre 3 brasileiros entende o que lê.

Próximo a Frankfurt está Waldeck, cidadezinha alemã onde nasceu o maior amigo dos potiguares, Johan Rabe Von Waldeck [Jacó Rabi] que percebeu que após a negociação dos colonialistas no século XVII, Portugal dizimaria os indígenas no território brasileiro.  Johan Rabe tentou juntar potiguares e tapuias para uma luta de resistência e libertação e foi assassinado por isso.
Não sei quanto foi gasto nesse investimento para a exposição dos autores potiguares na Europa, apenas falo com pesar que com cerca de R$20.000,00 o Governo do Rio Grande do Norte poderia devolver a Casa da Cultura em Macau, hoje tristemente abandonada.

(De Claudio Guerra para O Baú de Macau)