terça-feira, 29 de março de 2011

ANIVERSÁRIO DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO






A história do teatro potiguar teve início em 1841 com vários teatros amadores, que encenavam suas peças em barracões de palha, os quais sofreram vários incêndios. Os amantes do teatro da época fundaram a sociedade Theatral Apóllo Riograndense e alugaram o galpão que já funcionava como teatro na cidade para melhor desenvolverem suas atividades.
Logo em seguida, por meio da lei promulgada pelo então Presidente da Província João Capistrano, nasce o primeiro teatro da cidade, o Teatro Santa Cruz, tendo sido concedida a edificação do mesmo ao comerciante João Chrysostomo. Nesse teatro ocorreram grandes manifestações cívicas e patrióticas, como também a fundação da Sociedade Libertadora Norte-Riograndense. A partir de 1888 o teatro vinha sofrendo danos em sua estrutura, no que culminou com o seu desabamento.
Com a perda do Teatro Santa Cruz houve a necessidade de se fazer os teatros improvisados em função da ausência de diversões, o que levou a sociedade teatral ao improviso. Esses teatros localizavam-se na Ribeira e Cidade Alta, os dois bairros que compunham a cidade. Devido às péssimas condições dos locais para as encenações e o precário noticiário dos jornais da época, veio acarretar o seu fim.
A partir de então, iniciava-se o movimento pró teatro, que tinha como objetivo a construção de um teatro em Natal, pois a capital não dispunha de uma casa própria para a realização de seus espetáculos.
Em 1898 o governador Alberto Maranhão, autoriza a construção de um teatro na campina da Ribeira, que depois se chamou praça da república, passando a ser denominada Jardim Pública e posteriormente Praça Augusto Severo, em homenagem ao aeronauta potiguar falecido em Paris, a 12 daquele mês.
No ano de 1904, acontece a inauguração do Theatro Carlos Gomes, tendo recebido esse nome em homenagem ao músico e compositor paulista que teve grande influência no Rio Grande do Norte, em virtude de estar à frente do Guarani, que era uma grande escola de música que determinava todos os estilos musicais a ser tocados na época. O próprio havia falecido há pouco tempo (1896), considerado alvo de consagração nacional e reconhecimento na Europa.
 Após a morte de Alberto Maranhão em 1944, o teatro passa a ter seu nome por meio de uma lei aprovada pelos vereadores na câmara municipal de Natal e sancionada pelo prefeito da época Djalma Maranhão. A frente desta luta estava o vereador Luiz de Barros, presidente da Câmara Municipal de Natal, Meira Pires diretor do TCG e o prefeito Djalma Maranhão, onde juntos lutavam por essa conquista de transição do nome Carlos Gomes para Alberto Maranhão, por ter sido ele o idealizador e executor desse espaço de memória e patrimônio cultural da cidade.
Sexta-feira, 25 de março de 2011, a atual governadora do Estado Rosalba Ciarline, a diretora do Teatro Alberto Maranhão Dione Caldas e a diretora da Fundação José Augusto, Isaura Rosado, possibilitam a realização do aniversário dos 107 anos do teatro em grande estilo com a participação do Coral Harmus, Companhia de Dança do TAM, Saxofonista Eugênio Graça, todos os diretores que já passaram pela administração do TAM e claro, a sociedade natalense.


Dione Caldas, Rosalba Ciarline e Isaura Rosado 

 Governadora Rosalba Ciarline abre a solenidade

 Dione Caldas e Rosalba Ciarline

Bailarina da CDTAM

Saxofonista Eugênio Graça



Fotos de Anchieta Xavier


Um comentário:

  1. Foi muito bom, eu estive lá e foi um espetáculo! Espero que a cultura nesse novo governo estadual seja atencioso com a nossa cultura e apoie os artistas potiguares.

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