terça-feira, 1 de novembro de 2011

CAROL BENIGNO, SANFONEIRA POTIGUAR


Carol Benigno, sanfoneira de apenas 11 anos, nasceu e cresceu em Natal ouvindo e dançando forró com a família. Apesar de sua pouca idade, se diz orgulhosa de sua terra e de suas raízes – recorda as origens de sua família: o sertão do Seridó – e já se define como uma forte jovem nordestina, do tipo “determinada mermo”.
Desde cedo, enquanto as primas tocavam viola e violoncelo, ela dizia “eu quero uma sanfona”. Aos cinco aninhos surpreendeu o tio Magnus, criando pequenas melodias num teclado virtual. Foi também nesta idade que o tio e a avó, Dona Raimunda, a levaram numa casa de forró pela primeira vez: “levantei Carol acima de minha cabeça, pois ela insistia em ver de perto quem era o famoso Elino Julião”, conta o tio.
Aos 9 anos, ganhou de presente do tio, uma flauta doce e um caderninho com teoria musical e algumas músicas folclóricas. Em uma semana, Carol conseguiu tocar, com habilidade, boa parte do repertório. Admirados, seu tio e sua mãe, Magna, resolveram matriculá-la em um Curso de Musicalização da UFRN, no qual também mostrou rápido crescimento.
Mas foi no aniversário de 10 anos que ganhou, da avó, sua primeira Sanfona, uma sanfoninha de 8 baixos. Tão logo a dedilhou, já arrancou dela a música “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga.
Em dezembro de 2009 passou a ser aluna da professora Suzete Sales (sanfoneira grupo as Potyguaras), com quem deu seus primeiros passos na sanfona e aprendeu a técnica de manusear o instrumento. Já na quarta semana de aula, seu tio e avó tiveram que comprar uma nova sanfona, agora de 80 baixos, pois os recursos do pequeno instrumento de 8 baixos se tornaram insuficientes diante do seu rápido desenvolvimento musical.
Enquanto isso, em casa, continuava sendo incentivada pela família e amigos. Além de crescer ouvindo os clássicos do bom forró (Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, entre outros), Carol também passou a acompanhar com freqüência a família nas casas de show aonde aprendeu também a dançar o bom pé-de-serra.
Atualmente, Carol já toca uma sanfona de 120 baixos. No seu currículo já acumula apresentações em espaços que vão desde o Forró da Lua e Programas de TV até participações em shows com o grupo Clã Brasil, inclusive apresentando-se junto com o Clã nas festividades do Rei do Baião na cidade de Exu-PE, aonde ele nasceu.
A pequena sanfoneira tem como principais ídolos o Rei do Baião, o mestre Dominguinhos, o cantador Santanna, a Cantora Elba Ramalho, o sanfoneiro Waldonys e a também jovem sanfoneira Lucyane do Clã Brasil, entre outros. Carol destaca que a sanfoneira Lucy, de quem é fã incondicional, tem sido uma importante referência feminina para ela e afirma: “Lucy é uma sanfoneira e cantora muito arretada, quero ser igual a ela quando eu crescer”.
Não tem dúvida ao falar de outro desejo: “o que mais quero no momento é ter a oportunidade de aprender algo e tocar, nem que seja apenas uma música, com o grande mestre Dominguinhos”.


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