quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CHICO CANINDÉ... O POETA DAS ÁGUAS


SOMOS ASSIM

Quando os olhares solidários se encontrarem no ponto médio da linha do meridiano da alegria dos meninos nas águas...
Quando pela ferramenta das mãos calejadas o carinho não seja uma coisa proibida e os dedos entrelaçados na força das mãos, na dança de ser terra, água, ar, lua e sol nos risos de todos ao redor do fogo nas brincadeiras de liberdade...
Serei o cavaleiro do Maracatu mesmo que a terra pareça seca, sabemos que ela foi regada pelo sangue de nossos mortos.
Assim sendo, assucede da gente não renegar o direito à esperança nas brincadeiras de amor e liberdade.
Serei sempre um dom Quixote de Bordunha e olhos redondos, redondos como as pedras pelos rios mundo afora no combate com as águas na beira do mar, serei o viandante neste mundo de água e terra onde és mulher e continente, me perderei no arco dos teus braços.
Me acharão resfolegante na beira da praia do teu mar quando assim o Sol estive com seu olho inclemente, gritarei aos inimigos meu maior grito, me odeiem se forem capazes.
No centro dos teus olhos vejo o brilho das 19 luas no céu do sertão Pernambucano, nas noites mais eternizadas, miro estrelas sem o arco dos braços do grande amor na solitária caminhada entre os anúncios de gás néon mostrando moças maquiadas de beleza surreal.

Texto de Chico Canindé

Um comentário: