domingo, 13 de outubro de 2013

RIO GRANDE DO NORTE NA FEIRA DE LIVRO DE FRANKFURT 2013


Presença do Rio Grande do Norte na feira do livro de Frankfurt 2013 intitula o belíssimo folder com a tapeçaria de Dorian Gray Caldas anunciando as editoras, autores e livros que estarão na Feira do Livro de Frankfurt. É salutar. Um governo com dificuldades imensas de perceber coisas simples atentou para a importância da presença dos autores potiguares na feira. Das editoras convidadas conheço algumas como a Fundação Vingt-un Rosado cujas publicações me ajudam a compreender esta região onde vivo há 30 anos; o Sebo Vermelho que faz um fantástico trabalho de reedição de obras importantes e que de outra forma dificilmente teríamos acesso e a Sarau de Letras do amigo Professor David Medeiros que sem discriminação vem fazendo um importante trabalho editorial.

Frankfurt, além de nos remeter à Escola, com Adorno, Horkheimer, Benjamim e a razão instrumental, é hoje o entroncamento do mundo, e para o bem o para o mal, quase tudo do capitalismo passa por lá. Mas não nos enganemos, Frankfurt nos finalmente quer dizer “Vau dos Francos”, alguma coisa assim como o nosso Alto do Rodrigues. A Feira do Livro de Frankfurt é realizada desde 1949 e é considerada como o maior encontro mundial do setor editorial — e que segundo o site da Feira será visitada por 280 mil pessoas o que é pouco se considerarmos que a Feira do Livro de Mossoró realizada agora em agosto que recebeu – também conforme o site — 140 mil pessoas, um alento a nos mostrar que as coisas podem mudar, pois hoje só 1 entre 3 brasileiros entende o que lê.

Próximo a Frankfurt está Waldeck, cidadezinha alemã onde nasceu o maior amigo dos potiguares, Johan Rabe Von Waldeck [Jacó Rabi] que percebeu que após a negociação dos colonialistas no século XVII, Portugal dizimaria os indígenas no território brasileiro.  Johan Rabe tentou juntar potiguares e tapuias para uma luta de resistência e libertação e foi assassinado por isso.
Não sei quanto foi gasto nesse investimento para a exposição dos autores potiguares na Europa, apenas falo com pesar que com cerca de R$20.000,00 o Governo do Rio Grande do Norte poderia devolver a Casa da Cultura em Macau, hoje tristemente abandonada.

(De Claudio Guerra para O Baú de Macau)

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